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Lares Confiáveis

pastoral

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MUITO MAIS DO QUE DISCIPLINA RÍGIDA, NOSS OS FILHOS PRECISAM DE LARES CONFIÁVEIS!

Por várias vezes, ministrei, escrevi e orientei pais e filhos, a respeito do correto relacionamento familiar. Hoje, através desta pastoral, escrevo aos senhores pais. Pais que como eu convivem na turbulenta fase da adolescência.

Primeiramente quero recordar aos pais, que existem em suas ações e reações um poço profundo de contradições. É preciso entender que adolescência é esse mundo de desejos ambivalentes e de anseios indefinidos. A voz destonada, o corpo nem muito adulto nem muito infantil externam, já aspecto biológico, um mundo de indefinição em que vivem esses jovens.

Nessa fase eles querem agir como se fossem adultos. Apreciam a liberdade e os direitos, contudo não querem assumir responsabilidades e os deveres impostos pelas diversas hierarquias que compõem o mundo dos adultos. Aqui poderá ser localizado o princípio de seu conflito. É em um só tempo adulto e dono de si, e criança que precisa sentir-se querida e protegida. É muito comum vê-los brigar, bater o pé, sair de casa cheios de si, como se fossem donos do mundo, para logo depois esquecer do que fizeram e clamar à mãe: "Mãe, faz meu nescau, ou, ‘prepara meu cereal, ou ainda: põe a comida pra mim!’" (dentre outras frases). Buscam explicações não-tradicionais para todas as coisas. Duvidam ou não aceitam as explicações recebidas na infância. Às vezes, tornam-se até agressivos e atrevidos na maneira de expressar quando se opõem aos padrões tradicionais.

Mas, o que é mais triste nisso tudo é que muitas vezes os pais, não entendendo essa fase "maluca" que é tão normal na busca de uma identidade própria deles, agridem ou criticam seus filhos adolescentes de modo a rebaixar o seu moral levando-os, ainda mais, para o distanciamento do convívio familiar de que eles tanto - mesmo sem perceber - carecem.

Destarte, tanto os filhos quanto os pais, nessa altura da história, carecem de um processo de ajustamento. Por seu turno, O PAI precisa ser conselheiro sem ser crítico; ter autoridade sem ser autoritário; promover um diálogo aberto e responsável sem formalidades ou julgamentos preestabelecidos. O que cabe AOS FILHOS: serem transparentes sem serem ríspidos; honestos mas sem agressividades; saberem dialogar e serem lógicos e convincentes; provarem com atos que estão aptos a assumir o que eles propõem como sendo de importância inadiável em suas opções e, ainda, provar com fatos que eles têm correspondido às expectativas de seus pais.

Não creio que o conflito dessa idade seja um conflito de um lado só. Ambos os lados - pais e filhos - produzem ainda mais confusão se ambos se mostrarem inseguros e imaturos. cabe aos pais - dada a experiência e maturidade adquiridas - uma firme decisão de romper esse laço de conflitos. É natural esperar do mais velho um ato de maturidade e de compreensão... muito mais do que esperar isso de um adolescente.

Nossos adolescentes precisam encontrar em nossos lares um ambiente seguro, disciplinado, coerente e cheio de ternura. Seus conflitos, em uma atmosfera desse tipo, tendem a diminuir e a perder sua impetuosidade. E esse tipo de comportamento ansiado por eles deve ser notado nos elos centrais entre os quais se encontram, ou seja, entre o seu pai e sua mãe. Quando eles observam coerência e prática naquilo que os pais ensinam e vivem, logo vão absorver os principais valores da vida e, por conseguinte, praticá-los também.

Muito mais do que disciplina rígida, nossos filhos precisam de lares confiáveis.

É na transferência mútua da confiabilidade que uma personalidade forte, livre e vencedora é construída.

Essa pastoral é parte da minha contribuição à vida saudável familiar nesses dias de tantas incertezas e inseguranças relacionais da família, num mundo inundado por princípios corrompidos e expúrios. Lembre-se, pai: seu filho(a) precisa confiar em você!

Que Deus nos abençoe, em Nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Rev. Máximo Laudelino Filho.







 
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